{"id":7173,"date":"2020-09-29T17:49:18","date_gmt":"2020-09-29T20:49:18","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetadoabranches.com\/?p=7173"},"modified":"2020-09-29T17:50:29","modified_gmt":"2020-09-29T20:50:29","slug":"lendas-urbanas-casa-mal-assombrada-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetadoabranches.com\/index.php\/2020\/09\/29\/lendas-urbanas-casa-mal-assombrada-ii\/","title":{"rendered":"LENDAS  URBANAS :  Casa mal assombrada II"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_7176\" aria-describedby=\"caption-attachment-7176\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7176\" src=\"https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Professor-Aimor\u00e9-Indio-do-Brasil-Arantes.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"957\" srcset=\"https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Professor-Aimor\u00e9-Indio-do-Brasil-Arantes.jpg 960w, https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Professor-Aimor\u00e9-Indio-do-Brasil-Arantes-300x300.jpg 300w, https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Professor-Aimor\u00e9-Indio-do-Brasil-Arantes-150x150.jpg 150w, https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Professor-Aimor\u00e9-Indio-do-Brasil-Arantes-768x766.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7176\" class=\"wp-caption-text\">Professor Aimor\u00e9 Indio do Brasil Arantes<\/figcaption><\/figure>\n<p>Continua\u00e7\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n<p>O Rep\u00f3rter e o vizinho Hermann dirigiram-se \u00e0 casa onde a fam\u00edlia j\u00e1 os aguardava reunida e ainda assustada.<br \/>\nAp\u00f3s apearem, enquanto Jan, o filho mais velho do casal acomodava os cavalos no est\u00e1bulo, entraram e o vizinho fez a devida apresenta\u00e7\u00e3o. \u201cEste mo\u00e7o \u00e9 de um jornal e veio saber sobre o que tem acontecido aqui\u201d. Enquanto entravam e se acomodavam em cadeiras e algumas banquetas r\u00fasticas em volta de uma mesa ornamentada com uma linda toalhinha bordada \u00e0 m\u00e3o, pela esposa Joana, e um vaso de porcelana com algumas flores do jardim colhidas no dia. Isso era o servi\u00e7o da jovem Elzbieta.<br \/>\nFranciszek Straszliwy, polaco da Gallicia, um sujeito magro com idade de 40 anos, barba por fazer e corpo arqueado pelo trabalho duro na lavoura, p\u00f4s-se ent\u00e3o a narrar os acontecimentos, dizendo que \u201chaviam chegado da Europa h\u00e1 seis anos, o casal com os filhos ainda crian\u00e7as, compraram aquella propriedade de um velho allem\u00e3o, sem fam\u00edlia, que ali vivia uma vida toda mysteriosa. Depois de effectuada a transa\u00e7\u00e3o n\u00e3o teve mais not\u00edcias do allem\u00e3o, suppondo que tenha ido para o Rio Grande do Sul. Segundo lhe dissera, durante todo o tempo que alli residiam nunca qualquer cousa anormal tinha acontecido, a n\u00e3o ser um certo dia pouco depois de haver elles tomado posse da propriedade amanhecer a casa destelhada em v\u00e1rios pontos. As telhas foram encontradas cahidas ao redor d\u2019ella. Que elle n\u00e3o ligou maior import\u00e2ncia ao facto, apesar de ser extranho e que mesmo nunca disse nada d\u2019isso a quem quer que seja. Que h\u00e1 uma semana mais ou menos, ao deitar-se ouviu e sua mulher tamb\u00e9m um grande ru\u00eddo vindo do forro da casa, ru\u00eddo que foi augmentando at\u00e9 transformar-se em verdadeira tempestade. Que tamb\u00e9m ouviram gemidos, solu\u00e7os e gritos. Que amedrontados, apavorados n\u00e3o tiveram animo para levantar-se afim de averiguarem do extraordin\u00e1rio sucesso.<br \/>\nNo dia seguinte procuraram bem o que poderia ter dado causa ao facto e n\u00e3o encontraram. Desde ent\u00e3o todas as noutes repetem-se os mesmos factos e chegam mesmo a cahir do tecto pequenas pedras e fragmentos de tijolo.<br \/>\nDe dia tudo corre bem, nunca viram nem ouviram cousa alguma, calcula que as 10 horas da noute come\u00e7a todo o barulho, pois n\u00e3o tem rel\u00f3gio para certificar-se exactamente da hora\u201d. O sr. Straszliwy mostrou os peda\u00e7os de pedras e tijolos que ele tem reunido e guardado em uma gaveta de um velho e escurecido ba\u00fa. Elle e a mulher convidaram o rep\u00f3rter a dormir uma noute em casa d\u2019elles para certificar-se por si pr\u00f3prio, como fizera o vizinho, dos esquisitos acontecimentos. Disseram ainda, entristecidos, que tinham ido h\u00e1 dias convidar um padre para vir benzer a casa, mas que ele recusara-se lan\u00e7ando o rid\u00edculo sobre o que eles contavam\u201d.<br \/>\nJorge, o rep\u00f3rter prometeu ent\u00e3o voltar em um outro dia para ali passar uma noite e ao sair para retornar \u00e0 cidade ainda lan\u00e7ou um golpe de vista sobre a casa, observando que ela est\u00e1 completamente isolada, tendo ao lado um grande rancho tamb\u00e9m de madeira que serve de est\u00e1bulo e dep\u00f3sito de ferramentas agr\u00edcolas, carros e outros utens\u00edlios. O rep\u00f3rter, enquanto se afastavam para ir embora, soube que o polaco Franciszek convidou Afonso Geriv\u00e1 e Simpl\u00edcio Tertuliano dos Santos, dois valentes moradores, de Tamandar\u00e9 e da Tranqueira, a dormirem a pr\u00f3xima noite na casa mau assombrada. Esses dois caboclos aceitaram o desafio porque eram afamados na Zona Norte de Curitiba como arruaceiros em festas e ajuntamentos onde iam e pela facilidade do uso de fac\u00f5es e garruchas, al\u00e9m de serem meio cachaceiros.<br \/>\nTomaram conhecimento dos fatos quando vieram ao centro da cidade vender uma partida de toucinho e na volta pararam em um armaz\u00e9m no S\u00e3o Louren\u00e7o e enquanto tomavam umas pingas no balc\u00e3o desfiando as suas fa\u00e7anhas algu\u00e9m lhes contou o fato.<br \/>\n\u00c9 claro que por n\u00e3o acreditarem em assombra\u00e7\u00e3o foram logo at\u00e9 a ch\u00e1cara do polaco para saberem da verdade. Ouviram, ouviram e arrotando valentia aceitaram o desafio e convite para passarem ali uma noite. Mas, antes precisavam ir at\u00e9 o interior onde moravam levar a tropa de cargueiros usada para transportar o toucinho at\u00e9 a cidade e no retorno os suprimentos encomendados para as vendas da regi\u00e3o onde moravam.<br \/>\nVoltaram dois dias depois do convite intermediado pelo dono da venda no S\u00e3o Louren\u00e7o. Por ser amigo do polaco Straszliwy o vendeiro os acompanhou at\u00e9 o Pilarzinho .<br \/>\nO resultado os leitores ter\u00e3o na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s a equipe do jornal voltar ao Pilarzinho para saber os sucessos.<\/p>\n<p>Colabora\u00e7\u00e3o:<br \/>\nVolnei Lopes da Silva<br \/>\nRevis\u00e3o:<br \/>\nProfessor Aimor\u00e9 Arantes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Continua\u00e7\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o anterior. O Rep\u00f3rter e o vizinho Hermann dirigiram-se \u00e0 casa onde a fam\u00edlia j\u00e1 os aguardava reunida e ainda assustada. 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