{"id":7737,"date":"2021-10-01T17:28:27","date_gmt":"2021-10-01T20:28:27","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetadoabranches.com\/?p=7737"},"modified":"2021-10-01T20:17:23","modified_gmt":"2021-10-01T23:17:23","slug":"poloneses-polacos-brasileiros-150-anos-de-historia-no-pilarzinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetadoabranches.com\/index.php\/2021\/10\/01\/poloneses-polacos-brasileiros-150-anos-de-historia-no-pilarzinho\/","title":{"rendered":"POLONESES, POLACOS, BRASILEIROS, 150 ANOS DE HIST\u00d3RIA NO PILARZINHO"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_7740\" aria-describedby=\"caption-attachment-7740\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-7740\" src=\"https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Igreja-S\u00e3o-Marcos-1024x662.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"414\" srcset=\"https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Igreja-S\u00e3o-Marcos-1024x662.jpg 1024w, https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Igreja-S\u00e3o-Marcos-300x194.jpg 300w, https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Igreja-S\u00e3o-Marcos-768x496.jpg 768w, https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Igreja-S\u00e3o-Marcos.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7740\" class=\"wp-caption-text\">Igreja S\u00e3o Marcos no Pilarzinho. Foto: Daniel Castellano<\/figcaption><\/figure>\n<p>No in\u00edcio dos anos 80, do s\u00e9culo XIX, 34 fam\u00edlias de poloneses, das 36 que haviam imigrado da Pol\u00f4nia, nos anos 1869, 1870 e 1871, para a regi\u00e3o da atual cidade de Brusque, Santa Catarina, mas por encontrarem problemas v\u00e1rios n\u00e3o se adaptaram e buscam sair para lugares melhores. Se apoiam ent\u00e3o nos \u201cpatr\u00edcios\u201d, Sebasti\u00e3o Edmundo Wos Saporski e no padre Antoni Zielinski, que atrav\u00e9s de amizades na corte do Imp\u00e9rio do Brasil e no governo da Prov\u00edncia do Paran\u00e1, conseguiram autoriza\u00e7\u00e3o para transmigrarem para a nova Prov\u00edncia. O espa\u00e7o a eles destinados foi na Col\u00f4nia do Pilarzinho, que j\u00e1 era habitada por africanos, caboclos descendentes de portugueses, alguns amer\u00edndios, alem\u00e3es, sui\u00e7os e austr\u00edacos.<\/p>\n<p>A Col\u00f4nia do Pilarzinho, anteriormente chamada de 3\u00ba Quarteir\u00e3o de Curitiba, ia desde o Cemit\u00e9rio Municipal S\u00e3o Francisco at\u00e9 o atual Parque Tangu\u00e1 e Rua Jo\u00e3o Gava, ao norte, e desde a Rua Mateus Leme at\u00e9 a face esquerda do Rio Barigui a oeste, na Regi\u00e3o do Parque Tingui.<\/p>\n<p>A entrada dos colonos que se dirigiam \u00e0 Col\u00f4nia Pilarzinho, era atrav\u00e9s da antiga Rua Am\u00e9rica, atual Rua Trajano Reis, ao lado da Igreja do Ros\u00e1rio, e desta, na atual \u201cPra\u00e7a do Skate, ou Pra\u00e7a do Ga\u00facho\u201d, iniciava o Caminho do Pilarzinho, at\u00e9 o Rio Barigui, mais tarde com as subdivis\u00f5es dos bairros esta estrada foi recebendo outros nomes, sendo o trecho mais longo a atual Avenida Desembargador Hugo Simas. Por isso \u00e9 falso afirmar que os primeiros colonos entraram pela antiga Estrada do Assungui, pois se j\u00e1 existia uma \u201cPens\u00e3o do Imigrante\u201d na Estrada do Pilarzinho, conforme dados do Minist\u00e9rio dos Neg\u00f3cios da Agricultura, do Imp\u00e9rio do Brasil, estes entravam pelo caminho normal.<\/p>\n<p>A partir do dia 30 de setembro de 1871, e nos pr\u00f3ximos, chegaram de carro\u00e7\u00f5es desde o Porto de Antonina, os familiares, mulheres e crian\u00e7as, dos polacos transmigrados: <strong><em>Fabian Barcik, Grzegorz Hyla, Bernard Fila, Baltazar Gbur, Kasper Gbur, Baltazar Gebza, Leopold Jele\u0144, Stefan Kachel, Antoni Kania, Franciszek Kania, Andrzej Kawicki, Marcin Kempka, Filip Kokot, B\u0142a\u017cej Macioszek, Szymon Otto, Walenty Otto, Andrzej Pampuch, Wincenty Pampuch, Bonawentura Polak, Franciszek Polak, Pawe\u0142 Polak, Marcin Prudlik, Micha\u0142 Prud\u0142o, J\u00f3zef Purkot, J\u00f3zef Skroch, Dominik Stempka, Tomasz Szajnowski, Tomasz Szyma\u0144ski, Szymon Purkot, August Waldera, Walenty Weber, Miko\u0142aj Wo\u015b, Ignacy Mi\u0142ek, Jakub Nalewaja.<\/em><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_7738\" aria-describedby=\"caption-attachment-7738\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-7738\" src=\"https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Monumento-ao-Semeador-Pra\u00e7a-Eufr\u00e1sio-Correia-inagurado-no-dia-15-de-fevereiro-de-1925.-681x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"962\" srcset=\"https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Monumento-ao-Semeador-Pra\u00e7a-Eufr\u00e1sio-Correia-inagurado-no-dia-15-de-fevereiro-de-1925.-681x1024.jpg 681w, https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Monumento-ao-Semeador-Pra\u00e7a-Eufr\u00e1sio-Correia-inagurado-no-dia-15-de-fevereiro-de-1925.-199x300.jpg 199w, https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Monumento-ao-Semeador-Pra\u00e7a-Eufr\u00e1sio-Correia-inagurado-no-dia-15-de-fevereiro-de-1925.-768x1155.jpg 768w, https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Monumento-ao-Semeador-Pra\u00e7a-Eufr\u00e1sio-Correia-inagurado-no-dia-15-de-fevereiro-de-1925.-1021x1536.jpg 1021w, https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Monumento-ao-Semeador-Pra\u00e7a-Eufr\u00e1sio-Correia-inagurado-no-dia-15-de-fevereiro-de-1925.-1362x2048.jpg 1362w, https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Monumento-ao-Semeador-Pra\u00e7a-Eufr\u00e1sio-Correia-inagurado-no-dia-15-de-fevereiro-de-1925.-scaled.jpg 1702w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7738\" class=\"wp-caption-text\">Monumento ao Semeador, Pra\u00e7a Eufr\u00e1sio Correia, inaugurado no dia 15 de fevereiro de 1925.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em princ\u00edpio, estas fam\u00edlias foram alojadas em casa de chacareiros alem\u00e3es e austr\u00edacos e na pens\u00e3o, at\u00e9 que se medisse lotes para eles na regi\u00e3o. A C\u00e2mara Municipal de Curitiba que foi acionada pelo Governo da Prov\u00edncia, buscou instal\u00e1-los em terrenos de sua propriedade nos arrabaldes da capital. Por isso, a maioria deles ficou definitivo no Pilarzinho, mas outros ap\u00f3s permanecerem um per\u00edodo acabaram se instalando nas Merc\u00eas e no Quarteir\u00e3o do Paiva, atuais Bigorrilho e parte do Batel e Campo Comprido. Por isso se encontra estes sobrenomes originais pela regi\u00e3o, al\u00e9m de terem ao longo do tempo se espalhado por outras col\u00f4nias tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Dez anos depois, chegam na col\u00f4nia tamb\u00e9m os italianos e algumas fam\u00edlias de franco argelinos que viviam at\u00e9 ent\u00e3o na Regi\u00e3o do Bacacheri e foram formando a grande \u201ccolcha de retalhos\u201d com as v\u00e1rias etnias que j\u00e1 estavam instaladas ali.<\/p>\n<p>Como a Pol\u00f4nia seguia ocupada e repartida pelas pot\u00eancias vizinhas, Pr\u00fassia, R\u00fassia e Imp\u00e9rio Austro H\u00fangaro, outros poloneses que tinham refer\u00eancias por correspond\u00eancias, de amigos e parentes, foram chegando e comprando terras na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora a Rep\u00fablica da Pol\u00f4nia tenha reconquistado a independ\u00eancia a partir de 1918, seu territ\u00f3rio j\u00e1 sofria ass\u00e9dio constante da R\u00fassia comunista, sem saber que o pior viria. A Alemanha hitlerista invade o territ\u00f3rio da Rep\u00fablica da Pol\u00f4nia, em 1939, que fragilizada, tem o seu povo novamente escravizado, com parte sendo levada para trabalhos for\u00e7ados em campos industriais, propriedades rurais e at\u00e9 nos lares dos alem\u00e3es, outro tanto sofreu com fuzilamentos em massa por se oporem aos invasores, al\u00e9m dos poloneses de religi\u00e3o judaica que eram levados para os campos de exterm\u00ednios por processos qu\u00edmicos no seu pr\u00f3prio territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Com o final da II Guerra Mundial, em 1945, a Pol\u00f4nia devastada, seu povo enfraquecido e sem direitos, pois as pot\u00eancias vencedoras acordaram que os territ\u00f3rios poloneses seriam integrados \u00e0 Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, com uma administra\u00e7\u00e3o polaca subserviente \u00e0 Moscou. Sem poderem voltar para a sua Pol\u00f4nia amada, os polacos sobreviventes que estavam perambulando por territ\u00f3rio alem\u00e3o e vizinhos foram sendo reunidos pela Cruz Vermelha Internacional, subvencionada pelas pot\u00eancias vencedoras da guerra, interessadas mais em aproveitar esta massa humana e trabalhadora do que por raz\u00f5es humanit\u00e1rias, dando-lhes destinos conforme o interesse dos parceiros sentados \u00e0 mesa a dividir um botim.<\/p>\n<p>Reuniam ent\u00e3o em grandes grupos os interessados em buscar novos rumos, os quais eram disputados pelos governos e empresas canadenses, norte americanos, ingleses e franceses, principalmente. Praticamente se leiloava os intelectuais, profissionais liberais, de prefer\u00eancia solteiros ou casais sem filhos, separando novamente fam\u00edlias inteiras, irm\u00e3os sendo separados de irm\u00e3os, sem nenhum pudor, apenas por interesse dos novos tutores de \u00f3rf\u00e3os de p\u00e1tria.<\/p>\n<p>As fam\u00edlias com filhos pequenos ou com os adultos sem muita qualifica\u00e7\u00e3o profissional iam ficando rejeitados, sem interesse das grandes pot\u00eancias, sem nenhum respeito com o ser humano, mas a\u00ed entra o Brasil, que, carente de m\u00e3o de obra e com uma vis\u00e3o administrativa mais humanizada, acolhe milhares dessas fam\u00edlias. Para Curitiba e regi\u00e3o vieram muitos, e novamente o agora Bairro do Pilarzinho \u00e9 ber\u00e7o de imigrantes polacos, que ap\u00f3s passarem por algumas regi\u00f5es onde foram maltratados, acabaram se juntando por sua pr\u00f3pria conta, em um loteamento lan\u00e7ado no final dos anos 40, a Vila Joana Stocco.<\/p>\n<p><em>Quando pesquis\u00e1vamos sobre esta vila, entrevistando fam\u00edlias, nos chegou \u00e0s m\u00e3os uma carta de um rico fazendeiro do interior de S\u00e3o Paulo a um aparentado europeu ligado \u00e0 Cruz Vermelha, pedindo uma quantidade destes sem p\u00e1tria e sem teto, para serem usados na expans\u00e3o das suas lavouras de caf\u00e9. E \u00e9 claro que novamente estas fam\u00edlias foram exploradas at\u00e9 que conseguissem ganhar algum dinheiro e virem por conta pr\u00f3pria se instalar no Pilarzinho, sem nenhuma ajuda, diga-se de passagem dos \u00f3rg\u00e3os oficiais, apenas orientados e sustentados no in\u00edcio por organismos da Igreja Cat\u00f3lica.<\/em><\/p>\n<p>Esta regi\u00e3o recebeu tantos imigrantes, poloneses, ucranianos, alem\u00e3es e russos, que acabou sendo rebatizada de Vila dos Imigrantes, ocupando uma \u00e1rea de umas oito quadras, na regi\u00e3o da Rua Dona Branca do Nascimento e adjac\u00eancias, a partir de 1948 e at\u00e9 o in\u00edcio dos anos 50. Fam\u00edlias com membros poloneses, registramos os casais, <strong><em>Maria e Jan Pietras, Wal\u00e9ria<\/em><\/strong> e <strong><em>Wiktor Baran<\/em><\/strong>, <strong><em>Zofia<\/em><\/strong> e <strong><em>Jan Steckowicz<\/em><\/strong>, <strong><em>Maria<\/em><\/strong> e <strong><em>Jan Mik<\/em><\/strong>, fam\u00edlia <strong><em>Wozniak<\/em><\/strong>, fam\u00edlia <strong><em>Kapusta<\/em><\/strong>, casal <strong><em>Antonina<\/em><\/strong> e <strong><em>Wladislau Tomadzewski<\/em><\/strong>, <strong><em>Janina<\/em><\/strong> e <strong><em>Stanislaw Pawlik<\/em><\/strong>, <strong><em>Maria<\/em><\/strong> e <strong><em>Antoni Mirecki<\/em><\/strong>, <strong><em>Maria<\/em><\/strong> e <strong><em>Michal Stepniowski<\/em><\/strong>, <strong><em>Maria<\/em><\/strong> e <strong><em>Marian Szuba<\/em><\/strong>, <strong><em>Helena<\/em><\/strong> e <strong><em>Jan Matula<\/em><\/strong>, <strong><em>Ewa<\/em><\/strong> e <strong><em>Roman Rzepkowski<\/em><\/strong>, <strong><em>Maria<\/em><\/strong> e <strong><em>Marcin Pawlowski<\/em><\/strong>, <strong><em>Gertruda<\/em><\/strong> e <strong><em>Stefan Ratajczak<\/em><\/strong>, <strong><em>Ewa<\/em><\/strong> e <strong><em>Waclaw Ciurzynski<\/em><\/strong>.<\/p>\n<figure id=\"attachment_7739\" aria-describedby=\"caption-attachment-7739\" style=\"width: 595px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-7739\" src=\"https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Placa-da-obra-de-Jo\u00e3o-Zacco-Paran\u00e1-no-monumento-ao-semeador-que-a-Col\u00f4nia-Polaca-ofereceu-em-comemora\u00e7\u00e3o-aos-100-da-Indep\u00eancia-do-Brasil.-595x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"595\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Placa-da-obra-de-Jo\u00e3o-Zacco-Paran\u00e1-no-monumento-ao-semeador-que-a-Col\u00f4nia-Polaca-ofereceu-em-comemora\u00e7\u00e3o-aos-100-da-Indep\u00eancia-do-Brasil.-595x1024.jpg 595w, https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Placa-da-obra-de-Jo\u00e3o-Zacco-Paran\u00e1-no-monumento-ao-semeador-que-a-Col\u00f4nia-Polaca-ofereceu-em-comemora\u00e7\u00e3o-aos-100-da-Indep\u00eancia-do-Brasil.-174x300.jpg 174w, https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Placa-da-obra-de-Jo\u00e3o-Zacco-Paran\u00e1-no-monumento-ao-semeador-que-a-Col\u00f4nia-Polaca-ofereceu-em-comemora\u00e7\u00e3o-aos-100-da-Indep\u00eancia-do-Brasil..jpg 760w\" sizes=\"auto, (max-width: 595px) 100vw, 595px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7739\" class=\"wp-caption-text\">Placa da obra de Jo\u00e3o Zacco Paran\u00e1, no monumento ao semeador que a Col\u00f4nia Polaca ofereceu em comemora\u00e7\u00e3o aos 100 da Indep\u00eancia do Brasil.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao todo, sabemos que se instalaram nesta nova gleba polaca em torno de 23 fam\u00edlias, mas ainda n\u00e3o conseguimos entrevistar familiares de todos para entendermos a saga destes sobreviventes de guerra e vencedores das agruras da vida pela falta de apoio de quem poderia ter-lhes diminu\u00eddo o sofrimento. At\u00e9 hoje viviam e j\u00e1 se espalharam por a\u00ed, como verdadeiros an\u00f4nimos, pois n\u00e3o constavam sequer das estat\u00edsticas oficiais, por serem em sua maioria, pessoas simples, trabalhadoras, sem tempo de fazerem politicagem ou formarem alas pol\u00edticas nas sociedades \u00e9tnicas.<\/p>\n<p>O lugar comum na hist\u00f3ria de vida deste grupo \u00e9, tinham que trabalhar duro, geralmente os homens nas pedreiras, cal\u00e7amento de ruas com paralelep\u00edpedos, curtumes da regi\u00e3o ou constru\u00e7\u00e3o civil e as mulheres como trabalhadoras do lar, para pagarem as presta\u00e7\u00f5es dos terrenos, comprarem materiais de constru\u00e7\u00e3o para refazerem as suas vidas. Mas com prazer testemunhamos que s\u00e3o todos de alt\u00edssima retid\u00e3o de car\u00e1ter e socialmente integrados com todos os demais povos que formam o pr\u00f3spero Bairro do Pilarzinho. Hoje, deste \u201c<strong><em>gueto<\/em><\/strong>\u201d temos filhos e netos profissionais liberais do mais alto n\u00edvel de representatividade e at\u00e9 industriais, mostrando que a tenacidade do povo dessas etnias \u00e9 ilimitada.<\/p>\n<p>Para comemorar estes 150 anos de coloniza\u00e7\u00e3o polonesa no Paran\u00e1, o N\u00facleo BRASPOL do Pilarzinho, leg\u00edtimo representante \u00e9tnico-social da regi\u00e3o onde tudo se iniciou, preparou uma bonita festa para o pr\u00f3ximo dia 30 de setembro, onde juntamente com autoridades representantes do Governo da Rep\u00fablica da Pol\u00f4nia, autoridades representativas do Estado brasileiro, autoridades eclesi\u00e1sticas, membros das fam\u00edlias imigrantes e as demais etnias, com o seguinte programa:<\/p>\n<p><strong><em>15h lan\u00e7amento de um selo comemorativo \u00e0 efem\u00e9ride, em parceria com a Empresa Brasileira dos Correios e Tel\u00e9grafo.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>18h30 descerramento de uma placa comemorativa \u00e0 chegada dos primeiros imigrantes polacos, em monumento ao lado da Igreja Matriz da Par\u00f3quia S\u00e3o Marcos e plantio de mudas de erva mate.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>19h Santa Missa solene, presidida por Dom Rafael Biernaski e concelebrada por seis sacerdotes.<\/em><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_7736\" aria-describedby=\"caption-attachment-7736\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-7736\" src=\"https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Logomarca-oficial-da-comemora\u00e7\u00e3o-dos-150-anos-de-imigra\u00e7\u00e3o-polonesa-no-Paran\u00e1-1024x917.png\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"573\" srcset=\"https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Logomarca-oficial-da-comemora\u00e7\u00e3o-dos-150-anos-de-imigra\u00e7\u00e3o-polonesa-no-Paran\u00e1-1024x917.png 1024w, https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Logomarca-oficial-da-comemora\u00e7\u00e3o-dos-150-anos-de-imigra\u00e7\u00e3o-polonesa-no-Paran\u00e1-300x269.png 300w, https:\/\/gazetadoabranches.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Logomarca-oficial-da-comemora\u00e7\u00e3o-dos-150-anos-de-imigra\u00e7\u00e3o-polonesa-no-Paran\u00e1-768x688.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7736\" class=\"wp-caption-text\">Logomarca oficial da comemora\u00e7\u00e3o dos 150 anos de imigra\u00e7\u00e3o polonesa no Paran\u00e1<\/figcaption><\/figure>\n<p>Descrevendo o selo que ser\u00e1 lan\u00e7ado \u00e0s 15h do dia 30 pr\u00f3ximo no bel\u00edssimo Memorial de Curitiba, \u00e0 Rua Dr. Claudino dos Santos, 79, Bairro S\u00e3o Francisco, assim se manifestou a Presidente da Comiss\u00e3o Organizadora, Marilia Regina Manikowski Pietruk: \u201c<em>O nosso selo \u00e9 composto de dois aros entrela\u00e7ados, coroados com as bandeiras da Rep\u00fablica da Pol\u00f4nia e do Brasil, encimados pelo d\u00edstico Sto lat, sto lat. A leitura que a Comiss\u00e3o Organizadora prop\u00f4s e o desenhista Alisson Lopes dos Santos executou, pretende passar que, um povo muito sofrido deixou o seu pais ocupado por opressores, em navio a vapor e velas com o pensamento em um melhor futuro no Brasil, aro da esquerda. Ap\u00f3s passar um per\u00edodo de dois anos na Regi\u00e3o de Brusque, Santa Catarina, onde tamb\u00e9m n\u00e3o se houve bem, transmigrou para a Prov\u00edncia do Paran\u00e1, nos arrabaldes de Curitiba, tendo chegado com suas fam\u00edlias em carro\u00e7\u00f5es de tra\u00e7\u00e3o equina, dia 30 de setembro de 1871, desde o Porto de Antonina \u00e0 Col\u00f4nia do Pilarzinho. A\u00ed descansou \u00e0 sombra dos pinheirais que lhes acolheram, mas seguiram com os cora\u00e7\u00f5es saudosistas da p\u00e1tria m\u00e3e, Pol\u00f4nia, aro da direita. E aqui, gra\u00e7as a hospitalidade caracter\u00edstica de africanos, portugueses, alem\u00e3es e outros povos que j\u00e1 viviam nestas paragens, se entrela\u00e7aram formando um s\u00f3 povo, o povo curitibano e paranaense, para hoje jubilar-se com o sentimento de Sto lat, sto lat, que em tradu\u00e7\u00e3o livre pode ser \u201cFELIZ ANIVERS\u00c1RIO\u201d, por este sesquicenten\u00e1rio\u201d<\/em>.&nbsp;<\/p>\n<p>O selo foi produzido atrav\u00e9s de parceria do N\u00facleo BRASPOL do Pilarzinho com o Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s da Empresa Brasileira de Correios e Tel\u00e9grafos. Sobre esta parceria a Presidente Mar\u00edlia assim se manifestou: \u201c<em>Olha n\u00f3s do N\u00facleo Pilarzinho n\u00e3o podemos deixar de tornar p\u00fablico o alto grau de profissionalismo no atendimento da Empresa de Correios e Tel\u00e9grafos, destacando o carinho atencioso dos seus colaboradores, Lucirene Ribas e Ismael Souza<\/em>\u201d. \u201cTamb\u00e9m aqui, sobre este evento cabe um agradecimento especial ao coordenador de etnias da Funda\u00e7\u00e3o Cultural de Curitiba, Carlos Hauer Amazonas de Almeida, pela parceria no atendimento junto ao Memorial de Curitiba\u201d, emendou a Presidente Mar\u00edlia.<\/p>\n<p>Para quem comparecer no Memorial de Curitiba ao lan\u00e7amento do selo comemorativo, ainda desfrutar\u00e1 de bel\u00edssimas apresenta\u00e7\u00f5es de alto n\u00edvel, do Grupo Polon\u00eas do Paran\u00e1 <strong><em>Wisla,<\/em><\/strong> com coreografias preparadas pelo experiente core\u00f3grafo Lourival Ara\u00fajo Filho.<\/p>\n<p>Quando concebeu a programa\u00e7\u00e3o o N\u00facleo BRASPOL do Pilarzinho, com apoio decisivo do Consulado Geral da Rep\u00fablica da Pol\u00f4nia em Curitiba, da Prefeitura Municipal de Curitiba, da C\u00e2mara de Vereadores atrav\u00e9s do Vereador Mauro Ign\u00e1cio e de entidades da Igreja Cat\u00f3lica Apost\u00f3lica Romana, teve como objetivo homenagear toda a comunidade ordeira e progressista que forma regi\u00e3o do Pilarzinho.<\/p>\n<p>Na programa\u00e7\u00e3o e planejamentos o N\u00facleo BRASPOL do Pilarzinho contou ainda com a parcerias e apoios do N\u00facleo BRASPOL de Almirante Tamandar\u00e9, da Casa da Cultura Pol\u00f4nia Brasil, Par\u00f3quia S\u00e3o Marco do Pilarzinho.<\/p>\n<p>Sobre as raz\u00f5es da homenagem \u00e0s 34 fam\u00edlias de imigrantes polacos que se far\u00e1 em monumento pr\u00f3prio ao lado da Igreja Matriz S\u00e3o Marcos, no Pilarzinho, Mar\u00edlia Pietruk, Presidente da Comiss\u00e3o nos explicou o seguinte: \u201c<em>Vejam, quando os primeiros imigrantes chegaram na ent\u00e3o Prov\u00edncia do Paran\u00e1, al\u00e9m de produzirem gr\u00e3os e outros alimentos, tamb\u00e9m criavam animais para subsist\u00eancia, al\u00e9m de prover o n\u00facleo urbano da capital com o alimento necess\u00e1rio, pois tinha esta imigra\u00e7\u00e3o a finalidade de substituir a m\u00e3o de obra escrava que se encaminhava para o processo de Aboli\u00e7\u00e3o em 13 de maio de 1888.<\/em><\/p>\n<p><em>A maioria dos polacos aptos para o trabalho, al\u00e9m de se empregarem na constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de estradas at\u00e9 que suas propriedades come\u00e7assem a frutificar, se empregavam no extrativismo e nos engenhos de erva mate, inclusive regi\u00e3o norte de Curitiba havia tr\u00eas grandes engenhos de beneficiamento do chamado ouro verde, \u00e0 \u00e9poca.<\/em><\/p>\n<p><em>E n\u00f3s do N\u00facleo BRASPOL do Pilarzinho queremos homenagear a nossa querida Curitiba, perenizando este ciclo econ\u00f4mico atrav\u00e9s do plantio de duas mudas de erva mate (ilex paraguaiensis) doadas pelo descendente de poloneses, produtor e beneficiador ervateiro do Munic\u00edpio de S\u00e3o Mateus do Sul, onde tamb\u00e9m \u00e9 Vice-Prefeito, o excelent\u00edssimo senhor Ad\u00e3o Brudnicki Staniszewski\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Ao longo das pesquisas desenvolvidas por membros do N\u00facleo BRASPOL do Pilarzinho, foi localizado um bisneto, Jo\u00e3o Carlos Hey, do primeiro carroceiro, Felipe Hey, a chegar nos pagos do Pilarzinho, trazendo mudan\u00e7a de polacos em 1871, bem como descendentes das primeiras fam\u00edlias, aquelas que chegaram dia 30 de setembro de 1871, Stella Otto, L\u00facia Otto (trineta e bisneta respectivamente de Grzegorz Hyla) e Mauro Longaretti Kraenski (trineto de Ignacy Milek e Filip Kokot), os quais representa\u00e7\u00e3o seus ascendentes entregando \u00e0s autoridades algumas mudas de erva mate para plantio junto ao monumento.<\/p>\n<p>Por meio de um marco em formato de folha de erva mate, o N\u00facleo BRASPOL do Pilarzinho quer prestar tributo \u00e0s primeiras fam\u00edlias e seus descendentes. Em uma rocha que simboliza as virtudes e a resist\u00eancia do povo migrante, considerando estes, os verdadeiros semeadores que o primeiro C\u00f4nsul da Rep\u00fablica da Pol\u00f4nia em Curitiba deve ter pensado quando mandou erigir o monumento ao semeador na Pra\u00e7a Eufr\u00e1sio Correia, por ocasi\u00e3o do 1\u00ba Centen\u00e1rio da Independ\u00eancia do Brasil em 1922.<\/p>\n<p>Perguntamos ainda \u00e0 Presidente da Comiss\u00e3o. Mar\u00edlia qual a mensagem deixada por esta festa? \u201c<em>A principal mensagem \u00e9 que se deve sempre pesquisar os nomes corretos das pessoas antes de se dar-lhes publicidade, em respeito \u00e0s suas identidades. Que se busque sempre homenagear os que se sacrificaram l\u00e1 atr\u00e1s, para constru\u00edrem este progressivo Estado do Paran\u00e1. N\u00f3s do N\u00facleo BRASPOL do Pilarzinho consideramos os 34 chefes das primeiras fam\u00edlia, acrescidos de Jeronymo Durski e Sebasti\u00e3o Edmundo Wos Saporski, os verdadeiros semeadores da polonidade no Paran\u00e1, n\u00f3s, os demais que viemos na sequ\u00eancia, n\u00e3o passamos de colhedores. Que se homenageie sempre a quem de direito e que as lideran\u00e7as de qualquer etnia tenham a humildade de reconhecer os feitos de quem de direito para n\u00e3o se auto promoverem. Fazemos aqui um pedido, para que os povos das diferentes etnias n\u00e3o abandonem as suas culturas, suas origens, mas busquem a conviv\u00eancia com todos os demais povos migrantes, pois nativos nesta Terra de Santa Cruz s\u00f3 os povos ind\u00edgenas, n\u00f3s europeus, africanos ou asi\u00e1ticos, viemos depois, cedo ou tarde<\/em>. <em>Muito obrigado a todos que contribu\u00edram com os nossos esfor\u00e7os para prepararmos a festa que pretendemos fazer no pr\u00f3ximo dia 30 de setembro<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Colabora\u00e7\u00e3o: Volnei Lopes da Silva, Pesquisador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No in\u00edcio dos anos 80, do s\u00e9culo XIX, 34 fam\u00edlias de poloneses, das 36 que haviam imigrado da Pol\u00f4nia, nos anos 1869, 1870 e 1871, para a regi\u00e3o da atual cidade de Brusque, Santa Catarina, mas por encontrarem problemas v\u00e1rios n\u00e3o se adaptaram e buscam sair para lugares melhores. 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A programa\u00e7\u00e3o deste dia festivo foi a seguinte: -15:00hs \u2013 Lan\u00e7amento do Selo comemorativo aos 150 anos da Imigra\u00e7\u00e3o Polonesa no Paran\u00e1. 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